Eles botaram a boca no trombone, e os políticos tiveram problemas
A ex-proprietária de uma loja de material de construção. Um motorista. Um dono de restaurante. Um caseiro. Todos eles pessoas de fora do mundo da política, mas que com seus depoimentos e entrevistas arrastaram figuras poderosas da vida nacional para o centro de escândalos e negócios mal explicados entre o poder público e o privado.
Um dos casos mais recentes foi a entrevista à "Folha de S.Paulo" da antiga dona de uma loja que reforçou as suspeitas de que as obras do sítio frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Atibaia (SP) foram pagas por empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato.
A antiga dona do estabelecimento que forneceu material à obra, Patrícia Fabiana Melo Nunes, afirmou que a Odebrecht pagou pelos materiais da maior parte da reforma, onde foram gastos cerca de R$ 500 mil. A empresa diz não ter relação com a obra.
Posteriormente, a "Folha de S.Paulo" revelou que pessoas ligadas à obra, em relatos ao jornal e depoimentos ao Ministério Público, informaram que a Usina São Fernando, do pecuarista e amigo do ex-presidente José Carlos Bumlai, e a empreiteira OAS também teriam participado das obras no sítio. A usina e a empresa não comentaram o caso.
A política nacional acumula episódios em que gente comum saiu do anonimato para lançar suspeitas sobre políticos. Veja abaixo outros casos emblemáticos.
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